quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quando um ex-amor não sai da nossa vida

Falar de ex-relacionamento é uma tarefa complicada, principalmente daqueles que ainda rondam a sua vida e insistem em bater em seu portão (quando não ficam ligando de número restrito). Ainda que seu ex-amor tenha lhe feito muito mal, momentos bons fazem parte do cardápio no início do namoro. Aí está o problema. Insistimos em manter um relacionamento falido, presos aos momentos bons que existiram no início, bem no início do namoro ou da paquera. Não estou condenando aqueles que ainda querem lutar para ter o seu amor de volta, mas quando isso se torna uma tarefa unilateral, ou seja, só um agindo, o sofrimento toma conta tanto que quem está lutando e não vendo retorno, quanto do outro que fica no relacionamento por pena. E pena é um sentimento que não pode existir jamais entre um casal. A pena inferioriza o outro, é uma forma de escravizar alguém a algo que não mais lhe agrada. Por exemplo, você está cansado, cheio de problemas para resolver, estressado. Resolve então ir a um bar, ou a um lugar que você possa pensar um pouco na vida, ficar sossegado, até que se senta alguém do seu lado e começa a contar os problemas. Chora, chora, e você se comove com a desgraça da pessoa. Você quer sossego, não alguém lhe trazendo mais problemas, mas, por pena, você ouve a pessoa e até arrisca uns conselhos. Não porque você é bonzinho ou sabichão no assunto, mas por pena. A situação complicada da pessoa lhe escraviza e você não consegue simplesmente pedir licença e sair, deixando-a ali, falando sozinha.
Reconhecer-se numa situação assim exige uma autorreflexão, o que não é simples de se fazer. É preciso colocar na balança os prós e os contras. Será que vocês estão juntos por amor ou por comodidade?
Para tomar novos chás é preciso esvaziar a caneca! Quantas oportunidades de conhecer alguém legal, ou de sair para lugares diferentes você perdeu por estar preso a um relaciomanento baseado no "conforto".
Lembre-se que antes de tudo, você precisa se amar, se valorizar, curtir a sua própria companhia, se olhar no espelho e dizer "Eu não sou qualquer uma(um), eu sou especial!" .
Pense nos seus relaciomanentos anteriores. O que eles significam hoje para você? Daqui a um tempo você vai rir de tudo isso, aposto!


Paz.

2 comentários:

  1. Caramba! Parece que esse texto foi escrito pra mim há um ano atrás! Me acomodei num relacionamento e hoje vejo que perdi tempo e possibilidades de conhecer pessoas novas!

    É importante permitir que o outro sinta saudades suas! Sabe,dar uma "sumidinha",não ligar,só pra ver se o outro vai te procurar.Isso é algo que tenho aprendido nesse meu momento atual!

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  2. No fundo, acho que algumas mulheres ficam procurando pessoas perfeitas que nunca vão existir. Outras vezes o cara que ela procura está do lado dela e ela não percebe. O relacionamento é muito mais do que paixão. Vejo os relacionamentos atuais como o que você tem com coisas, depois de algum tempo você enjoa e joga fora. Sobre a frase:"Será que vocês estão juntos por amor ou por comodidade?", eu mudaria a frase "... por paixão ou por comodidade", a paixão acaba e se torna comodidade, o amor não, ele vai além disso, ele vê a história, a vida, tudo o que se passou junto, procura encontrar erros e acertos, não ve comodismo e sim que há algo de errado que pode ser acertado. Quando se fala "comodidade" dá uma sensação de objeto, e estamos falando de um relacionamento entre pessoas e não objetos. " ... preso a um relaciomanento baseado no "conforto".". Eu faço outra pergunta: Quantas coisas vocês deixaram de fazer "juntos" e que vocês ainda podem fazer? A vida é muito grande e todas elas tem suas fases. Você nasce, é criança, vive a adolescência, juventude, fica adulto, cria família, vira avós e morrem. Tudo tem sua fase, não adiante querer passar a vida toda como um adolescente procurando o "amor" perfeito, a pessoa perfeita, o mundo perfeito, nós somos imperfeitos por natureza e a perfeição nós devemos buscar, e nos relacionametos baseados no amor não cabem perguntas do tipo "estamos no conforto?", traduzindo "será que esse objeto ainda me agrada?, ou devo comprar outro?". O amor trancende essas questões, que no fundo são questões baseados na busca da própria felicidade, na satisfação com o próprio umbigo, na satisfação individual, o amor não busca a própria felicidade, você se torna feliz fazendo feliz a pessoa que está ao seu lado. Assim, você não pode prender o amor num relacionamento amoroso porque você maquia e poda ele, ele está além da relação entre duas pessoas, mas ele está presente nessa relação, mas as vezes se sentimos apenas apaixonados e quando a paixão acaba buscamos novas "coisas" ao nosso lado para ver se se sentimos felizes e no fim acho que passamos a vida toda procurando essa felicidade vazia, baseada em nós mesmos. O amor está além da paixão, quando a paixão acaba fica o amor, mas se o amor não está presente, você troca aquela paixão por outra paixão (outra coisa)a fim de preencher um vazio que só o amor preenche. No fundo, acho que essa "zona de conforto" é a dica para ir mais além, rever a história, pensar no futuro, porque não formar uma família e fazer o amor abraçar mais uma vida. A vida tem as suas fases e só o amor é capaz de nos mostrar em que fase estamos para então seguirmos em frente, nos sentindo felizes em fazer aqueles que nós amamos felizes.

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